Introdução: um novo cenário tributário a partir de 2026
Com a promulgação da Lei nº 15.270/2025, parte da agenda de reforma tributária, o Brasil alterou regras importantes que afetam diretamente tanto empresas (PJ) quanto indivíduos (PF) em relação à tributação de rendimentos e distribuição de resultados. A partir de janeiro de 2026, entram em vigor novidades que mudam a forma como lucros são tributados e como renda pessoal é calculada, impactando decisões sobre estrutura jurídica e planejamento fiscal.
1. Tributação de instituições pessoais e jurídicas
🧑💼 Para pessoas físicas (PF)
Uma das mudanças mais relevantes da reforma em 2026 é a introdução de um sistema de tributação de lucros e dividendos recebidos por indivíduos. Tradicionalmente, os lucros distribuídos por empresas no Brasil eram isentos de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) desde 1996. Com a nova lei, distribuições que ultrapassarem R$ 50.000 por mês para a mesma pessoa passam a sofrer retenção de IR na fonte de 10%.
Além disso, surge o conceito de IRPFM (Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo), que incide sobre rendimentos totais acima de R$ 600.000 anuais, com alíquotas progressivas.
Para profissionais autônomos sem CNPJ, essas regras podem significar menos vantagem tributária em comparação com quem recebe lucros através de empresa.

🏢 Para pessoas jurídicas (PJ)
Empresas formalmente constituídas têm papel estratégico nesse novo modelo. Mesmo que as distribuições de lucros continuem possíveis, a tributação sobre dividendos recebidos por sócios ou indivíduos exige planejamento antecipado — especialmente para evitar o impacto de retenções de 10% sobre lucros elevados.
Adicionalmente, no período de transição tributária, os novos tributos de consumo (IBS e CBS) começam em 2026 com alíquotas simbólicas, mas a estrutura fiscal já exige adaptação de sistemas e apuração para emissão correta de notas fiscais e demonstrações fiscais.
2. PJ vs PF: principais diferenças no novo modelo
📊 Vantagens em atuar como PJ
- Planejamento de distribuição de lucros: Empresas podem organizar cronogramas de distribuição para reduzir impacto tributário, especialmente se lucros forem aprovados até o fim de 2025, mantendo isenção por mais tempo.
- Possíveis créditos tributários: Empresas com CNPJ têm mais oportunidades de recuperar determinados valores pagos em tributos como IBS e CBS — algo que não se aplica diretamente a rendimentos como PF.
- Estratégias societárias: Estruturas como holdings podem ajudar a organizar rendimentos, otimizando a carga de IRPF sem abrir mão de conformidade.
📉 Desafios para quem atua como PF
- Tributação de lucros mais rígida: A retenção de 10% sobre lucros acima de R$ 50.000 por mês pode reduzir o ganho líquido de quem recebe esses valores diretamente como PF.
- Limites e progressividade: O novo IRPFM aumenta a carga tributária sobre altos rendimentos sujeitos à regra mínima anual.
- Competitividade: Profissionais que trabalham exclusivamente como PF podem enfrentar desvantagens competitivas em relação a empresas melhor estruturadas para aproveitar créditos e planejar distribuições.

3. Quem sai ganhando com a Reforma Tributária?
✅ Pequenas empresas e microempreendedores
Mesmo com mudanças tributárias, o planejamento tributário estratégico pode transformar impacto em oportunidade. Empresas que anteciparem decisões sobre lucros, regime de tributação e estrutura societária tendem a manter vantagem competitiva.
⚠️ Profissionais com rendimentos altos sem estrutura empresarial
Quem atua apenas como PF e recebe altos valores de lucros ou rendimentos pode enfrentar carga tributária maior e menos instrumentos legais de compensação. Nesse cenário, a análise sobre abertura de empresa ou estrutura de holding pode ser vantajosa.
📌 Em resumo
✔️ PJ bem planejado: pode reduzir impacto tributário e aproveitar oportunidades de crédito e organização de rendimentos.
✔️ PF sem planejamento: pode ter aumento de imposto retido e menor flexibilidade tributária.
✔️ A chave está no planejamento inteligente, não apenas na escolha entre PF ou PJ.

❓ FAQ — Perguntas Frequentes
1. A tributação de lucros e dividendos realmente muda em 2026?
Sim. A partir de 2026, lucros e dividendos excedentes a R$ 50.000 por mês pagos a indivíduos serão retidos com IR de 10% na fonte.
2. Isso significa que PF paga mais imposto que PJ?
Como PF, os rendimentos podem ficar sujeitos diretamente à retenção. Como PJ, há possibilidade de planejar a distribuição de lucros em conjunto com estratégias societárias para reduzir impacto tributário.
3. O que é IRPFM?
O Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM) incide sobre rendimentos totais acima de R$ 600.000 anuais, com alíquotas progressivas.
4. Empresas também pagarão mais tributos?
Empresas devem se adaptar aos novos tributos de consumo (IBS e CBS), começar testes em 2026 e planejar o recolhimento contínuo conforme a reforma tributária avança.
5. Vale a pena abrir empresa em vez de atuar como PF?
Depende do perfil de renda e objetivos. Em muitos casos, atuar como PJ com planejamento tributário pode trazer vantagens legais e fiscais — sempre com suporte contábil.
Conclusão: planejamento faz a diferença
A Reforma Tributária que entra em vigor em 2026 redefine importantes aspectos de como PJs e PFs são tributados no Brasil, especialmente no que diz respeito à tributação de lucros e rendimentos. Enquanto profissionais que recebem altos rendimentos como PF podem ver sua carga tributária aumentar, a estrutura empresarial planejada corretamente pode oferecer mais espaço para otimização.
💡 Planejamento tributário não é apenas pagar menos imposto — é pagar corretamente, com segurança jurídica e eficiência estratégica.
👉 Na Hopecont, ajudamos você a decidir quando é mais vantajoso atuar como PJ ou PF, com análises personalizadas e estratégias fiscais sob medida.
💬 Fale com nossos especialistas e transforme a Reforma Tributária em vantagem competitiva!




