O que é a transição tributária entre 2026 e 2033?
A Reforma Tributária brasileira estabeleceu um longo período de transição, que vai de 2026 até 2033, para substituir gradualmente tributos atuais como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelos novos impostos sobre consumo:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal
Durante esse intervalo, as empresas não migram de forma imediata para o novo sistema. Elas precisarão conviver com dois modelos tributários ao mesmo tempo, o que aumenta a complexidade operacional e cria riscos que nem sempre são visíveis no dia a dia.

Onde estão os riscos invisíveis dessa transição?
📊 Convivência de dois sistemas tributários
Entre 2026 e 2033, as empresas terão de lidar simultaneamente com:
- regras do sistema atual;
- regras do novo modelo (CBS e IBS);
- diferentes bases de cálculo, alíquotas e obrigações acessórias.
Essa sobreposição aumenta a chance de erros operacionais, divergências fiscais e inconsistências nas declarações.

🧾 Impacto silencioso no custo dos produtos e serviços
Mesmo antes da extinção total dos tributos atuais, o novo modelo pode:
- alterar a forma de aproveitamento de créditos;
- impactar preços, margens e contratos;
- exigir reavaliação da formação de preços.
Empresas que não simularem esses impactos podem sofrer perda de competitividade sem perceber.
⚠️ Aumento do risco fiscal e de autuações
Com a transição, o Fisco passa a cruzar:
- dados do sistema antigo;
- informações do novo modelo;
- notas fiscais, declarações acessórias e obrigações digitais.
Qualquer desalinhamento entre os dois regimes pode gerar:
- notificações;
- autos de infração;
- cobrança retroativa de tributos, multas e juros.
🧠 Dependência de regulamentações ainda em construção
Grande parte das regras práticas da Reforma Tributária depende de leis complementares e regulamentações, que estão sendo publicadas de forma gradual.
Isso gera:
- insegurança jurídica;
- necessidade constante de atualização;
- risco para empresas que tomam decisões sem apoio técnico especializado.

O que muda na prática para as empresas?
✔️ Obrigação de adaptar sistemas fiscais e contábeis;
✔️ Necessidade de maior controle sobre créditos tributários;
✔️ Planejamento tributário deixa de ser opcional e passa a ser estratégico;
✔️ Empresas despreparadas ficam mais expostas a erros e penalidades.
Qual a diferença entre transição tributária e aumento de impostos?
É importante esclarecer que:
✔️ A transição não significa, automaticamente, aumento de carga tributária para todos;
✔️ O risco está na forma de adaptação, não apenas nas alíquotas;
✔️ Empresas bem planejadas tendem a atravessar a transição com menos impacto;
✔️ Quem ignora o processo pode pagar mais impostos do que o necessário.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quando começa a transição tributária?
A transição tem início em 2026 e segue até 2033, quando o novo sistema estará plenamente implantado e os tributos atuais serão extintos.
2. Minha empresa já precisa se preocupar agora?
Sim. A adaptação exige:
- planejamento antecipado;
- revisão de processos fiscais;
- adequação de sistemas e contratos.
Quanto antes a empresa se preparar, menor será o risco.
3. Todas as empresas serão impactadas?
Sim. Independentemente do porte ou regime tributário, todas as empresas serão afetadas de alguma forma pela transição.
4. Quais os principais riscos para quem não se prepara?
- erros de apuração;
- perda de créditos;
- autuações fiscais;
- aumento inesperado da carga tributária;
- problemas de fluxo de caixa.
Conclusão
A transição tributária entre 2026 e 2033 é um dos maiores desafios fiscais das últimas décadas. O grande perigo não está apenas na mudança dos impostos, mas nos riscos invisíveis criados pela convivência de dois sistemas ao mesmo tempo.
Empresas que não se organizarem desde já podem enfrentar erros, custos desnecessários e problemas com o Fisco. Já aquelas que se antecipam conseguem atravessar esse período com mais segurança, previsibilidade e eficiência.
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