O MEI é a porta de entrada do empreendedorismo, mas chega um momento em que ele aperta. Veja os sinais de que já passou da hora de virar Microempresa — e o que acontece se você ignorar.
O que é o MEI e seus limites
O Microempreendedor Individual (MEI) é a forma mais simples e barata de ter um CNPJ: imposto fixo mensal, poucas obrigações e processo rápido. Mas tem limites: faturamento de até R$ 81 mil por ano (cerca de R$ 6.750/mês em média), no máximo um funcionário e uma lista fechada de atividades permitidas.
Sinal 1: você passou (ou vai passar) de R$ 81 mil/ano
É o limite que mais estoura. Se o faturamento anual ultrapassar R$ 81 mil, você precisa migrar para Microempresa (ME). Até 20% de excesso (R$ 97,2 mil) a transição é mais tranquila e ocorre no ano seguinte; acima disso, o desenquadramento é retroativo e pode gerar cobrança de impostos atrasados.
Sinal 2: você precisa de mais de um funcionário
O MEI só permite um empregado. Se o negócio cresceu e exige equipe, é hora de migrar — como ME você contrata quantos colaboradores precisar, com a folha regularizada.
Sinal 3: sua atividade não cabe mais no MEI
Profissões regulamentadas (médicos, dentistas, psicólogos, engenheiros, advogados) e várias atividades não são permitidas no MEI. Se você passou a oferecer um serviço fora da lista, o caminho é a ME no Simples Nacional.
Sinal 4: você quer ter um sócio
MEI é, por definição, individual — não admite sócios. Para abrir o capital a um sócio, é preciso virar uma sociedade (ME/EPP).
O que acontece se eu ignorar?
Continuar como MEI depois de estourar o limite pode gerar cobrança retroativa de impostos, multa e até o desenquadramento de ofício pela Receita. O ideal é antecipar a migração com um contador.
A Hopecont cuida de toda a transição de MEI para ME sem você parar de trabalhar — e ainda revisa o enquadramento para você pagar o mínimo.