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Contabilidade Consultiva Para Negócio Digital: O Que Muda na Prática

Equipe Hopecont Publicado em 13 de setembro de 2026 11 min de leitura
Criadora de conteúdo gravando um vídeo com câmera em tripé dentro de casa

Foto: Vitaly Gariev / Pexels

Nota 5,0 no Google · 242 avaliações

A verba de mídia dos seus clientes passa pela conta da agência e entra como receita? Então o seu faturamento é quatro vezes maior do que o seu negócio.

Infoprodutor, afiliado, criador de conteúdo e agência costumam ter três ou quatro receitas diferentes dentro do mesmo CNPJ: curso, comissão, publicidade, prestação de serviço. Cada uma tem um tratamento, e nenhuma delas costuma ser olhada antes de a nota sair.

Contabilidade consultiva é a mesma contabilidade de sempre, com a informação chegando antes. Não é plano mais caro. É alguém olhando o seu contrato antes de ele virar receita no lugar errado.

Abaixo está o que muda na prática, com o calendário do ano e a conta da verba de mídia.

Resposta rápida

A contabilidade tradicional entrega guia e balancete. A consultiva usa os mesmos números para avisar antes: que a verba de mídia repassada pode estar inflando a sua receita bruta e a sua faixa do Simples, que a comissão da plataforma é despesa e não desconto da receita, e que o Fator R está caindo. Publicidade e propaganda estão no Anexo V pelo art. 18, § 5º-I, X, da LC 123/2006, e sobem para o Anexo III pelo § 5º-J quando a folha dos doze meses anteriores chega a 28% da receita.

Quer ver como isso funciona no seu negócio? Fale com um contador da Hopecont pelo WhatsApp.

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Contabilidade que registra e contabilidade que avisa

As duas cumprem a mesma lei, no mesmo prazo. A diferença aparece depois que o mês fecha.

Na tradicional, o fechamento vira arquivo. Tudo que entrou na conta virou receita e ninguém perguntou o que era o quê.

Na consultiva, o fechamento gera uma segunda pergunta: quanto disso é realmente seu? É daí que sai a decisão de como escrever o próximo contrato.

Situação realA que só registraA que avisa antes
A verba de mídia do cliente passa pela sua contaEntra tudo como receita da agênciaO modelo do contrato é revisto antes de o cliente entrar
A plataforma retém comissão do infoprodutoA base vira o líquido recebidoA base é o valor da venda; a comissão entra como despesa
Você começa a receber publicidade além do serviçoEntra na mesma linhaCada receita vai para o anexo que lhe cabe
A folha caiu abaixo de 28% da receitaAparece no DAS mais caroChega um aviso quando a razão começa a cair
O faturamento cresceu e está perto do tetoVocê descobre na carta de exclusãoVocê recebe a projeção com meses de antecedência

Comparativo de rotina, não de obrigação: as duas colunas cumprem a mesma legislação. O que muda é o momento em que a informação chega até quem decide.

Nenhuma linha da coluna do meio é irregular por si só. O problema é o momento: quando a informação chega, o contrato já está assinado e o modelo já está rodando.

O calendário de decisões de um negócio digital ou agência

Consultoria não é uma conversa solta. É saber que certas decisões só aparecem em certos meses — e chegar nelas com o número pronto, não correndo atrás depois.

QuandoA decisão que apareceO que precisa estar na mão
JaneiroRevisar o pró-labore e o modelo dos contratos do anoFolha, receita por tipo e contratos vigentes
MarçoEntregar a DEFIS e revisar a distribuição de lucroBalanço e demonstração do resultado fechados
Todo mêsConferir o Fator RFolha dos doze meses anteriores sobre a receita do mesmo período
Todo mêsSeparar a receita por tipo e por anexoContratos, notas e relatórios de plataforma
Antes de fechar cliente novoDefinir se a verba de mídia passa pela agênciaMinuta do contrato e projeção da verba
Antes de lançar infoprodutoConferir a base de cálculo e a nota fiscal do modeloRegras da plataforma e forma de repasse
Antes de contratar criador ou freelancer como PJRevisar o contrato e a forma de trabalhoRotina real: horário, subordinação, exclusividade
Meio do anoProjetar o teto do Simples e comparar com o Lucro PresumidoReceita acumulada e projeção dos meses restantes

Fontes: LC 123/2006, art. 3º, § 1º (receita bruta), art. 18, §§ 4º, 5º-I, X e XI, 5º-J e 5º-K; Resolução CGSN nº 140/2018, art. 2º, II (exclusões da receita bruta) e art. 72, § 1º (DEFIS até 31 de março).

A linha da verba de mídia é a que mais muda o resultado, e é a única que precisa ser resolvida antes de o cliente assinar. Depois que o modelo está rodando, mudá-lo significa renegociar contrato com quem já está pagando.

Os números que sustentam essas decisões

Balancete, DRE e guia são obrigação — chegam de qualquer jeito. O que separa a contabilidade consultiva é o que ela calcula em cima disso e leva para a conversa:

O que deveria estar na sua mesa

  • O Fator R do mês, com os doze meses anteriores — e a projeção dos próximos três.
  • A receita por tipo: serviço, publicidade, infoproduto, comissão de afiliado, patrocínio.
  • A receita própria separada do repasse: quanto do faturamento é honorário e quanto é verba de terceiros.
  • A margem por cliente ou por produto, com as horas do time descontadas.
  • A projeção do teto: em que mês o negócio chega ao limite, no ritmo atual.
  • A concentração de receita: quanto do faturamento depende de um cliente ou de uma plataforma.

Nada disso pede sistema novo. Sai do balancete, dos contratos e dos relatórios de plataforma que o negócio já tem.

Uma decisão com número: exemplo de cálculo

Isto é um exemplo

Os números abaixo são hipotéticos, escolhidos para a conta ficar redonda. Não são de nenhum cliente. As alíquotas e as parcelas a deduzir são as das tabelas oficiais em vigor. A sua empresa tem outros números — a conta só vale feita com eles.

A conta que mais muda a vida de uma agência é a do modelo da verba de mídia.

Imagine uma agência que cobra R$ 20 mil por mês de honorário e gerencia R$ 60 mil por mês de verba de anúncio dos clientes. Dois modelos são possíveis, e a lei não obriga nenhum deles.

No modelo A, a verba passa pela conta da agência: a receita bruta vira R$ 80 mil por mês, R$ 960 mil nos doze meses, e a folha de R$ 8 mil representa 10% disso — abaixo de 28%, então Anexo V. No modelo B, o cliente paga o veículo direto e a agência fatura só o honorário: R$ 20 mil por mês, R$ 240 mil nos doze meses, e a mesma folha de R$ 8 mil vira 40% — acima de 28%, então Anexo III.

ModeloReceita acumulada e anexoDAS do mês
A — a verba passa pela agênciaR$ 960 mil, Anexo V, efetiva 18,72%R$ 14.975,00 sobre R$ 80 mil
B — o cliente paga o veículo diretoR$ 240 mil, Anexo III, efetiva 7,30%R$ 1.460,00 sobre R$ 20 mil
Diferença por mêsR$ 13.515,00

Exemplo hipotético. Cálculo pela fórmula do art. 18, § 1º, da LC 123/2006. Anexo V, 4ª faixa: 20,50% de alíquota nominal e R$ 17.100,00 de parcela a deduzir, com R$ 960.000,00 acumulados. Anexo III, 2ª faixa: 11,20% e R$ 9.360,00, com R$ 240.000,00 acumulados. Publicidade e propaganda: art. 18, § 5º-I, X, com subida ao Anexo III pelo § 5º-J quando a folha dos doze meses anteriores é de 28% ou mais da receita do mesmo período (§ 5º-K).

A diferença é grande porque são dois efeitos ao mesmo tempo: a base de cálculo é quatro vezes maior no modelo A, e a faixa do Simples também subiu — e ainda por cima o Fator R desabou, porque a mesma folha ficou pequena diante de uma receita inflada por dinheiro que não é da agência.

Agora o aviso, que é a parte importante: o modelo B não é uma escolha de apuração, é uma escolha de contrato. Se a agência compra a mídia em nome próprio e revende ao cliente, a verba é receita dela e ponto — declarar diferente é erro. O modelo B só existe quando o contrato realmente prevê que o cliente contrata o veículo e a agência presta o serviço de gestão.

Ou seja: essa decisão não se toma no PGDAS-D. Toma-se na minuta do contrato, antes do cliente assinar. É exatamente o tipo de conversa que a contabilidade consultiva provoca e a tradicional não.

Quer comparar os dois modelos com os números do seu negócio antes do próximo contrato? Fale com um contador da Hopecont.

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Como é uma reunião que vale a pena

Reunião de contabilidade consultiva não é "está tudo certo?". Tem pauta, tem número na mesa e termina com decisão anotada. A pauta de um negócio digital costuma ser esta:

  1. O Fator R dos últimos meses e a projeção — está subindo ou descendo?
  2. A receita por tipo e o anexo de cada uma.
  3. Quanto do faturamento é honorário e quanto é repasse.
  4. A concentração: quanto depende de um cliente ou de uma plataforma só.
  5. O que está previsto para os próximos três meses: cliente novo, lançamento, contratação, canal novo.
  6. Uma decisão anotada, com prazo e responsável.

Trinta a quarenta minutos, uma vez por trimestre, resolvem a maior parte disso. O que não funciona é descobrir tudo em março, quando o ano já fechou.

Sinais de que a sua contabilidade só registra

Nenhum destes é ilegal. Todos são sinal de que ninguém está olhando o seu negócio, só a sua obrigação.

Se você reconhecer três, vale conversar

  • A verba de mídia dos clientes entra como receita da agência e ninguém nunca comentou isso.
  • A apuração do infoproduto é feita pelo valor líquido que a plataforma repassa.
  • Todas as suas receitas entram na mesma linha, no mesmo anexo.
  • Ninguém nunca te explicou o que é o seu Fator R nem por que ele importa.
  • Você só fala com o escritório quando tem guia para pagar.
  • Ninguém te disse em que mês o negócio chega ao teto do Simples.

O que pedir ao seu contador atual antes de trocar

Trocar não é o primeiro passo. O primeiro passo é pedir — por escrito, com prazo — e ver o que volta. Peça estes cinco itens:

  1. O Fator R dos últimos seis meses, mês a mês.
  2. A DRE com a receita separada por tipo — serviço, publicidade, infoproduto, comissão.
  3. Quanto da receita declarada é repasse de verba de terceiros.
  4. A projeção do teto do Simples no ritmo atual.
  5. O lucro distribuível apurado na escrituração até o mês passado.

Se voltar tudo em uma semana, você já tem consultoria e não sabia. Se não voltar nada, você tem a resposta. E se decidir trocar, o caminho está em como trocar de contabilidade — na Hopecont não há fidelidade nem multa de cancelamento.

O resumo

Contabilidade consultiva não é um serviço extra. É a mesma contabilidade entregando a informação antes da decisão.

Num negócio digital ou numa agência isso se concentra em três pontos: definir o modelo do contrato antes de o cliente assinar, apurar sobre o valor da venda e não sobre o repasse da plataforma, e acompanhar o Fator R mês a mês.

O exemplo acima mostra o primeiro, e mostra por que ele precisa vir antes: depois da assinatura, mudar o modelo é renegociar contrato.

A Hopecont atende agências, infoprodutores, afiliados e criadores de conteúdo em todo o Brasil com receita separada por tipo, revisão de modelo de contrato e Fator R acompanhado todo mês — sem fidelidade e sem multa de cancelamento. Nota 5,0 no Google, 242 avaliações.

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Perguntas frequentes

A verba de mídia repassada entra na receita da agência?

Depende do contrato. Se a agência compra a mídia em nome próprio e cobra do cliente, esse valor é receita dela. Se o contrato prevê que o cliente contrata o veículo e a agência presta o serviço de gestão, a receita da agência é o honorário. O que define é o modelo real da operação, não a preferência tributária — e por isso a decisão precisa ser tomada na minuta, antes de o cliente assinar.

Agência de marketing fica no Anexo III ou no Anexo V?

Publicidade e propaganda estão no art. 18, § 5º-I, X, da LC 123/2006, que começa no Anexo V. O § 5º-J leva a atividade ao Anexo III quando a folha dos doze meses anteriores é de 28% ou mais da receita bruta do mesmo período (§ 5º-K).

Qual é a base de cálculo do infoproduto vendido em plataforma?

O valor da venda, não o líquido repassado. O art. 2º, II, da Resolução CGSN nº 140/2018 só permite excluir da receita bruta as vendas canceladas e os descontos incondicionais. A comissão da plataforma é despesa do infoprodutor.

Qual CNAE usar para criador de conteúdo?

Depende do que a pessoa efetivamente faz — produção de conteúdo, publicidade, ensino, licenciamento de imagem. A escolha por atividade está em CNAE para influenciador digital.

Quanto custa a contabilidade de um negócio digital?

Depende do porte, do número de tipos de receita, do volume de notas e do tamanho da folha. Veja planos e quanto custa a contabilidade mensal.

Preciso pagar multa para trocar de contador?

Depende do contrato atual — prazo mínimo e multa valem quando estão escritos. Na Hopecont não há fidelidade nem multa de cancelamento; a migração está em trocar de contador.

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