Saúde

Quanto Custa o CNPJ de um Consultório — e Quando Ainda Não Compensa

Equipe Hopecont Publicado em 17 de setembro de 2026 15 min de leitura
Psicóloga conduzindo uma sessão de terapia no consultório

Foto: Vitaly Gariev / Pexels

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Psicólogo, fisioterapeuta e nutricionista têm uma coisa em comum que quase ninguém conta antes: nenhum dos três pode ser MEI. A saída é abrir como ME, e aí vem a conta de verdade — num consultório de R$ 9.000 por mês, ela fecha em R$ 1.317,20, ou 14,64% do que entra.

Este texto trata das três profissões juntas por um motivo prático: o caminho, o anexo do Simples e a conta são praticamente iguais. O que muda é o conselho — CRP, CREFITO ou CRN — e um detalhe de qual inciso da lei cobre cada uma, que não muda o resultado mas muda a citação.

E há um segundo motivo, mais honesto: esses três consultórios costumam começar menores que os de medicina e odontologia. Num faturamento mais baixo, a resposta nem sempre é “abra a empresa agora”. Este é o único artigo da série que tem uma seção só para dizer quando ainda não compensa.

Resposta rápida

Psicologia, fisioterapia e nutrição não estão no Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018, que é a lista fechada de ocupações do MEI — nenhum dos três pode. Como ME no Simples Nacional, as três são Anexo III por previsão expressa (art. 18, § 5º-B, incisos XVI e XXI, da LC 123/2006) e caem para o Anexo V se a folha dos doze meses anteriores ficar abaixo de 28% da receita. Num consultório de R$ 9.000 por mês, a diferença entre um anexo e outro é de R$ 855,00 por mês.

Quer saber se, no seu faturamento de hoje, o CNPJ já compensa?

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Psicólogo, fisioterapeuta ou nutricionista pode ser MEI? Nenhum dos três

A resposta é a mesma para os três, e o motivo também. Não é o CRP, não é o CREFITO, não é o CRN. É a lista: o MEI só aceita as ocupações do Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018, e ela é fechada. Não existe categoria “outros”, não existe pedido de inclusão.

O que costuma confundir é que a lista tem ocupações parecidas — “professor particular independente”, por exemplo. Mas dar aula não é atender paciente, e usar uma ocupação da lista para faturar outra coisa é irregularidade, não atalho.

A raiz está no Código Civil: o MEI é o empresário do art. 966, e o parágrafo único desse artigo exclui quem vive de profissão intelectual de natureza científica. É exatamente o caso das três.

Lei nº 10.406/2002 (Código Civil), art. 966, parágrafo único
“Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.”

Cada uma das três tem a resposta detalhada, com o que existe de parecido na lista: psicólogo, fisioterapeuta e nutricionista. Daqui em diante, a conta.

O que o MEI custaria — e por que esse número engana

É útil ver o valor, porque ele é a régua errada que todo mundo carrega na cabeça quando pensa em abrir empresa:

O que compõeQuantoDe onde vem
INSS do titular — 5% do salário mínimoR$ 81,05INSS, tabela de contribuição mensal de 2026
ISS, valor fixoR$ 5,00LC 123/2006, art. 18-A, § 3º, V, “c”
O DAS-MEI do mêsR$ 86,05R$ 1.032,60 por ano

O valor fixo do MEI em 2026. A contribuição de 5% sai da tabela de contribuição mensal do INSS, válida a partir da competência de janeiro de 2026; os valores fixos de ICMS e ISS estão no art. 18-A, § 3º, V, da Lei Complementar nº 123/2006.

São R$ 1.032,60 por ano. Parece imbatível, e seria — se fosse possível. Só que, além de a profissão não estar na lista, o teto de R$ 81.000,00 por ano acabaria em nove meses para quem fatura R$ 9.000 por mês. O MEI é um regime para quem está começando muito pequeno, e mesmo assim não em profissão regulamentada.

Psicóloga conversando com uma paciente em poltronas, num consultório com luz natural
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

A conta como ME, linha por linha, com R$ 9.000 por mês

De onde vêm estes valores

Os números desta página são de um exemplo, montado para a conta fechar de ponta a ponta. Não são de nenhum cliente. As alíquotas, as parcelas a deduzir e os valores fixos são os das tabelas em vigor, e cada um está com a fonte ao lado da tabela. A sua empresa tem outros números — a conta só vale refeita com eles.

A conta de um consultório de R$ 9.000 por mês, sozinho, no Simples Nacional, com o Fator R fechado. Vale igual para as três profissões:

A linha da contaQuanto por mêsO que é
DAS do Simples NacionalR$ 540,00alíquota efetiva de 6,00% no Anexo III
INSS sobre o pró-laboreR$ 277,2011% sobre R$ 2.520,00, retido na fonte
Honorário contábilR$ 500,00escrituração, folha, DAS, declarações e o Fator R
Sai do caixa por mêsR$ 1.317,2014,64% do faturamento

Consultório de R$ 9.000 por mês, receita dos últimos doze meses de R$ 108.000, Anexo III. A alíquota efetiva sai da fórmula do art. 18, § 1º, da LC 123/2006; o INSS de 11% sobre o pró-labore está no art. 21 da Lei nº 8.212/1991.

Repare: o imposto é a menor das três linhas. Num consultório desse tamanho, o honorário contábil e o INSS pesam mais que o DAS. Isso é o contrário do que acontece em faturamentos maiores, e é justamente por isso que a decisão de abrir precisa de conta, não de palpite.

E o pró-labore de R$ 2.520,00 não é despesa: é o seu salário. O que custa nessa linha é o INSS de R$ 277,20, que volta como tempo de contribuição.

O Fator R nos três casos: R$ 855,00 de diferença por mês

As três profissões estão no Anexo III por previsão expressa. A fisioterapia entrou pelo inciso XVI do art. 18, § 5º-B, da Lei Complementar nº 123/2006; a psicologia e as clínicas de nutrição, pelo inciso XXI. Mas nenhuma delas fica lá automaticamente.

O § 5º-M, inciso I, do mesmo artigo manda as duas listas para o Anexo V quando a folha dos doze meses anteriores fica abaixo de 28% da receita bruta. E a conta usa os doze meses anteriores, não o mês atual — o que significa que a correção de hoje só faz efeito daqui a meses.

A conta do mêsFolha abaixo de 28%Folha de 28% ou mais
Anexo em que a atividade caiAnexo VAnexo III
Alíquota efetiva na faixa15,50%6,00%
DAS sobre R$ 9.000 no mêsR$ 1.395,00R$ 540,00
Folha dos 12 meses que fecha os 28%R$ 2.520,00 por mês
INSS de 11% sobre esse pró-laboreR$ 277,20
Saldo no mêsR$ 577,80 a menos

Os mesmos R$ 9.000 de faturamento, com e sem o Fator R fechado. A regra dos 28% está no art. 18, §§ 5º-J e 5º-M, da Lei Complementar nº 123/2006, e a base de cálculo são os doze meses anteriores (§ 5º-K).

A última linha é o ponto: tirar R$ 2.520,00 de pró-labore custa R$ 277,20 de INSS e economiza R$ 855,00 de DAS. Saldo de R$ 577,80 por mês, ou R$ 6.933,60 no ano — com o pró-labore continuando no seu bolso.

Os detalhes de cada profissão estão em Anexo III ou V para psicólogo, Anexo III ou V para nutricionista e impostos de clínica de fisioterapia.

Quer conferir em qual anexo o seu consultório cai hoje?

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Fisioterapeuta orientando um exercício de reabilitação com um paciente em uma clínica
Foto: Funkcinės Terapijos Centras / Pexels

Três consultórios, três contas

A alíquota muda por faixa, então o mesmo raciocínio dá números bem diferentes conforme o tamanho:

A conta do mêsR$ 5.000/mêsR$ 9.000/mêsR$ 18.000/mês
Receita dos últimos doze mesesR$ 60.000R$ 108.000R$ 216.000
DAS no Anexo IIIR$ 300,00R$ 540,00R$ 1.236,00
Pró-labore que fecha os 28%R$ 1.400,00R$ 2.520,00R$ 5.040,00
INSS de 11% sobre eleR$ 154,00R$ 277,20R$ 554,40
Honorário contábil, referênciaR$ 450,00R$ 500,00R$ 650,00
Sai do caixa por mêsR$ 904,00R$ 1.317,20R$ 2.440,40
Quanto isso é do faturamento18,08%14,64%13,56%

Três faturamentos, todos no Anexo III com o Fator R fechado. Pró-labore calculado como 28% da receita dos doze meses. Alíquotas efetivas pela fórmula do art. 18, § 1º, da LC 123/2006.

Olhe a última linha e note o que ela diz: quanto menor o consultório, maior o peso proporcional. Num faturamento de R$ 5.000 por mês, o custo fixo do CNPJ come 18,08% do que entra; a R$ 18.000 por mês, ele cai para 13,56%. Não é o imposto que muda isso — é o honorário, que é fixo e não acompanha a queda do faturamento.

As alíquotas nominais e as parcelas a deduzir de cada anexo estão reunidas em Simples Nacional: tabelas e alíquotas. Para rodar a conta com os seus próprios números, a calculadora de MEI ou ME faz a comparação na tela.

Quando o CNPJ ainda não compensa — e o que fazer nesse caso

Esta é a parte que raramente se escreve, e ela é verdadeira: existe faturamento em que abrir empresa ainda não vale a pena. Como pessoa física, o rendimento de consultório entra no carnê-leão pela tabela progressiva, e nas primeiras faixas a mordida é pequena — parte do rendimento pode até ficar na faixa isenta.

O CNPJ, por outro lado, tem um custo que existe faturando muito ou pouco: o honorário contábil e o INSS sobre o pró-labore. É esse piso que define o ponto de virada, não a alíquota.

Na prática, quem está começando com poucos atendimentos por semana costuma sair na frente ficando como pessoa física por um tempo, organizando o carnê-leão e as despesas dedutíveis. O ponto de virada aparece quando a mordida do carnê-leão passa a ser maior que o custo fixo do CNPJ — e isso depende do seu volume, das suas despesas e de você atender ou não empresa, que costuma exigir nota fiscal.

Se o consultório já cresceu, ou se você precisa emitir nota para plano de saúde ou empresa, a conta vira e a resposta é abrir. Se ainda não, o caminho é organizar a pessoa física primeiro — e isso está em contabilidade para autônomo.

Nutricionista anotando dados em uma ficha enquanto conversa com uma paciente
Foto: beyzahzah / Pexels

O primeiro ano inteiro, somado

O primeiro ano inteiro de um consultório de R$ 9.000 por mês, com todas as saídas somadas:

O que sai do bolsoNo anoObservação
Abertura da empresaR$ 900,00Junta Comercial, taxas, alvará e certificado digital
DAS do Simples, doze mesesR$ 6.480,00R$ 540,00 por mês, no Anexo III
INSS sobre o pró-laboreR$ 3.326,4011% sobre R$ 2.520,00 por mês
Honorário contábilR$ 6.000,00R$ 500,00 por mês
O primeiro ano inteiroR$ 16.706,4015,47% de um faturamento de R$ 108.000

Doze meses de um consultório de R$ 9.000 por mês no Anexo III, com o Fator R fechado. O valor da abertura é referência e varia com o estado e o município. Consultório de fisioterapia com equipamento costuma exigir licença sanitária, o que aumenta esse número.

Se a folha não fechar os 28% e o consultório cair no Anexo V, o mesmo ano custa R$ 26.966,40 — R$ 10.260,00 a mais. Num consultório desse porte, esse valor é praticamente o honorário contábil de dois anos.

O caminho, na ordem, com o prazo de cada etapa

O caminho é o mesmo para as três profissões, com uma diferença: fisioterapia com equipamento e clínica de nutrição que manipula alimento costumam precisar de licença sanitária; psicologia, em geral, não.

A etapaO prazoO que acontece se passar
Consulta de viabilidade do endereçoantes de assinar o contrato da salaa atividade pode não ser permitida no zoneamento
Registro do ato constitutivo na Junta Comercialsem prazo próprioé dele que os 90 dias do CNPJ começam a contar
CNPJ pelo Módulo de Assinatura Transferível90 dias contados do arquivamentoo arquivamento é cancelado e o registro precisa ser refeito
Inscrição municipal e alvarádepende da prefeiturasem inscrição não sai nota fiscal
Licença sanitária, quando a atividade exigirdepende da vistoriaa clínica não pode atender legalmente
Registro da pessoa jurídica no CRP, CREFITO ou CRNantes de atender como PJa empresa fica irregular perante o conselho
Opção pelo Simples Nacional30 dias contados do último deferimento de inscriçãoa empresa fica no Lucro Presumido até 31 de dezembro
Primeira DEFIS31 de março do ano seguinte2% ao mês sobre os tributos declarados, teto de 20%, mínimo de R$ 200,00

Os prazos são os das normas em vigor: o do CNPJ pelo Módulo de Assinatura Transferível está na orientação da Receita Federal; o da opção pelo Simples, no art. 6º, § 5º, I, da Resolução CGSN nº 140/2018, na redação da Resolução CGSN nº 183, de 26 de setembro de 2025, em vigor desde 13 de outubro de 2025.

O prazo de 30 dias da opção pelo Simples é o mais caro da lista, e ele conta do último deferimento de inscrição — regra em vigor desde 13 de outubro de 2025. Quem perde essa janela fica no Lucro Presumido até 31 de dezembro, pagando sobre uma presunção de 32% do faturamento.

Os erros que fazem essa conta sair pior do que precisava

O que mais custa caro

  • Abrir empresa cedo demais. É o erro mais caro deste segmento, e o único da série que aparece invertido: em faturamento baixo, o custo fixo do CNPJ pode ser maior que a mordida do carnê-leão.
  • Retirar pró-labore baixo. Economiza R$ 277,20 de INSS e custa R$ 855,00 de DAS a mais por mês.
  • Usar CNAE de “professor particular” para atender paciente. É a tentativa de atalho mais comum nas três profissões, e ela cria irregularidade com o conselho e com o fisco.
  • Deixar o registro da PJ no conselho para depois. CRP, CREFITO e CRN exigem inscrição da empresa e responsável técnico, além do registro pessoal.
  • Misturar recebimento pessoal e da empresa. O que cai no seu CPF não é receita da empresa — e é a receita da empresa que entra na conta do Fator R.
  • Esquecer a DEFIS. Não gera imposto, mas a multa mínima é de R$ 200,00.

O primeiro da lista é o que mais aparece por aqui, e é o que este artigo resolve com conta em vez de opinião: abrir antes da hora não é ousadia, é custo fixo comendo um faturamento que ainda não aguenta.

Consultório pequeno com poltronas, mesa e plantas, pronto para atendimento
Foto: Yusuf Çelik / Pexels

O que ter em mãos antes de começar

A lista

  1. Registro ativo no CRP, CREFITO ou CRN, conforme a profissão
  2. Documento de identidade, CPF e comprovante de endereço
  3. Endereço da sala com a viabilidade já consultada
  4. CNAE principal correto para a sua profissão — não o de aula particular
  5. Definição de quem será o responsável técnico da empresa
  6. Certificado digital e-CNPJ
  7. Valor do pró-labore decidido antes de abrir
  8. Levantamento de quanto você fatura hoje, para conferir se o CNPJ já compensa

O resumo

Nenhuma das três profissões pode ser MEI, e o motivo é a lista fechada de ocupações, não o conselho. Como ME no Anexo III, um consultório de R$ 9.000 por mês tem R$ 1.317,20 saindo do caixa, ou 14,64% do faturamento.

O Fator R vale R$ 6.933,60 por ano nesse porte, e é a única linha que você controla de verdade. O resto é prazo.

E a resposta honesta, que este artigo dá e a maioria não dá: se o consultório ainda é pequeno, pode não ser hora de abrir. O ponto de virada não é o imposto — é o custo fixo.

Quer que a gente faça a conta e diga se, hoje, já compensa abrir?

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Conteúdo produzido e revisado pelos contadores da Hopecont Contabilidade Estratégica, escritório no Jereissati I, em Maracanaú/CE, com atendimento em todo o Brasil. Conteúdo baseado na Lei Complementar nº 123/2006 — art. 18, § 5º-B, XVI e XXI, e § 5º-M, I; art. 18-A, §§ 1º e 3º —, na Resolução CGSN nº 140/2018 (Anexo XI), no art. 966, parágrafo único, do Código Civil, no art. 21 da Lei nº 8.212/1991 e na tabela de contribuição mensal do INSS de 2026. Verificado em 17 de setembro de 2026.

Perguntas frequentes

Psicólogo pode ser MEI?
Não. A psicologia não está no Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018, a lista fechada das ocupações permitidas. O motivo não é o CRP: é a natureza intelectual da profissão, que o art. 966, parágrafo único, do Código Civil exclui do conceito de empresário. Detalhes em psicólogo pode ser MEI.
E fisioterapeuta e nutricionista?
Mesma resposta e mesmo motivo. As duas estão fora da lista. A fisioterapia tem previsão expressa no Anexo III do Simples (art. 18, § 5º-B, XVI) e as clínicas de nutrição, no inciso XXI — mas isso vale para a ME, não para o MEI.
Atendo online, de casa. Muda alguma coisa?
Muda o endereço e pode dispensar alvará de funcionamento em alguns municípios, mas não muda a proibição do MEI nem o anexo do Simples. O que muda é o custo de abertura, que fica menor sem ponto comercial. Vale confirmar as regras de endereço residencial na sua prefeitura.
Com quanto de faturamento vale a pena abrir?
Não existe um número único, porque depende das suas despesas dedutíveis no carnê-leão, do honorário contábil na sua região e de você precisar ou não emitir nota fiscal. O que dá para dizer é o método: compare a mordida do carnê-leão de hoje com o custo fixo do CNPJ, que neste exemplo é de R$ 777,20 por mês entre honorário e INSS.
Preciso emitir nota fiscal para plano de saúde ou empresa?
Em geral sim, e é isso que costuma decidir a abertura antes mesmo da conta do imposto. Pessoa física não emite nota fiscal de serviço na maioria dos municípios, e sem nota o plano ou a empresa não paga.
O que acontece se a folha não fechar os 28%?
A atividade cai no Anexo V pelo art. 18, § 5º-M, inciso I, da LC 123/2006, e a alíquota da primeira faixa sai de 6,00% para 15,50%. Num consultório de R$ 9.000 por mês, isso é R$ 855,00 a mais de DAS por mês.
Posso abrir uma empresa com as três profissões juntas?
Pode, incluindo mais de um CNAE no mesmo CNPJ, desde que cada profissional tenha o registro no seu conselho e a empresa tenha responsável técnico para cada atividade que exigir. É comum em clínica multidisciplinar — e aí a conta do Fator R fica mais fácil de fechar, porque a folha é maior.
A reforma tributária muda alguma coisa para o meu consultório?
O Simples continua, com DAS unificado. A partir de 2027 mudam a nota fiscal e os campos de IBS e CBS. O que já está publicado para essas três profissões está em reforma tributária para psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.
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